quarta-feira, 11 de julho de 2012

Conversa de Poeta

Eu quero paz...
..não quero me sentir assim
eu quero liberdade
me deixem em paz
eu quero não ter ki falar
quero ki adivinhem
eu quero sorri sem forçar
eu quero falar o que você não quer ouvir
eu não quero ser interrompida
eu quero ser entendida
não quero me importar com você
quero ser assim
nao quero saber o que você tem pra dizer
me deixa em paz
quero sofrer em paz
sou egoísta ate comigo
serei com você também


Num ultimo suspiro
contra a minha vontade
um trecho pela ultima vez
queria te mostrar
em segredo
ninguém mais pode ver
sei que pode guardar
só não sei se resta coragem
pra te dizer, o que há tempos
tentando a cada frase mostrar
...um sinal apenas
pra desenrolar...
Tudo que esta selado
no mais profundo segredo


Cansada de tantos mistérios
se na vida todos fossem inocentes
as verdades seria colírio
e nao existiria pecado
nem dor
eu seria feliz...
e poderia te fazer feliz
e existiria o "pra sempre”
ki na verdade deve existir
mas nao posso mais acreditar



A verdade sempre esteve ali
na covardia existe a distancia
na inocência o amor
no pecado o desejo
desejo de fazer feliz
de dar aquilo que sempre dei
já nao suporto a dor de te ver
a distancia nos braços de um apaixonado
sei onde a felicidade esta, mas nao consigo me aproximar
acredito também, mas não sei se quer


Nao entendo tanta expressão
confusão só aumentando
penso e logo esqueço
acredito e logo me decepciono
desacredito e perco o sono pensando
agora tenho raiva disso
e me perco nos sentimentos
espero ser pra você
o que você tem sido por mim



Expressar o verdadeiro
é a tarefa mais árdua e difícil
para se consumar
inevitável seria crucificar
o passado nos meus ombros
toneladas de encargos
não consigo libertar a mente
das obrigações que o tempo trouxe
já não há sono, apenas a fadiga de um corpo
que se desliga por cansaço
decepcionar nunca foi intenção
mas se fiz foi sem saber
não que seja inocente
talvez insensato
chego à beira da loucura
por minutos consigo me desprender
do presente e quase te dizer
o que me mata engasgando a alma
o medo impera e covardemente
dia a dia me escondo na sombra
do simples que sou pra você


A verdade esta nos olhos
No coração, mas não na mente
Sem saber o porquê faço coisas
E entendo quando inconsciente sonho
Quero tentar e conseguir
Mas tento sabendo que vou fracassar
Se um dia tiver alguém de carne e osso
Que pode por mim, fazer “tudo”
Eu quero esse alguém eternamente
E serei o outro alguém que pode por ele
O “tudo” fazer
Vivo com a graça que me basta
Mas a ambição me faz querer mais
E quero sempre mais



A causa de tanta confusão
é puramente ela
a mente
se por impulso do coração
pudesse fazer
te daria a chave da minha alma
mesmo sabendo que há
coisas velhas e empoeiradas
em todos os cantos
o fracasso só existe quando
não nos permitimos tentar
desistir sem ao menos experimentar
digladiando a cada pensamento
atrapalhando o que os caminhos da vida
separam por anos de diferença
queria compreender tais caminhos
queria uma coisa apenas
e já seria feliz...


Já disse que nada nem nunca é composto de nada
E o tudo sempre tem um pouco de nada
Então todo sentimento é dependente de outro sentimento
E isso forma uma mistura homogênea
Não sabemos mais qual faz parte de qual
E espalha produzindo efeito no corpo
É irreversível, nunca mais seremos os mesmos
Não existe um ser que não sinta
Não se pode ver o “sentir”
Mas posso sentir
Que me faz ver com os olhos do coração
Algo em nos é igual
Só preciso descobrir o que é
Será que posso saber?
Ou a mágica esta em não saber
Não sei...
Cada dia me desperto pra uma vida que nunca conheci
Um novo saber
Um novo sentir
O atrito do velho e do novo
Causa conflitos
Nem sei como continuar
Vou deixando acontecer
Balançando conforme a maré
Pra um dia na areia me firmar
E ter forças pra andar sozinha
Com base pra seguir
Sem medo de ficar só...



O medo do só
nunca existiu
a solidão me acompanhou
no caderno que sobrou
um punhado de tinta
pra lembrar o que anotou
no esquecimento que dobrou
minha vontade de ter
ter o que jamais posso ter
lágrimas na areia
no firmamento que não fiz
pra te dar....


Cansada de jurar
cansei dos juramentos
quem tem coragem de mostrar
provar e ser
quem pode me conter as lagrimas?
Quando serei?
Eu suplico um pouco de amor
um carinho um gesto
um afeto um olhar nem que seja de dó
quero pra mim algo mais do que tudo que já vi
quero chegar no fim pra poder começar de novo
eu quero
nada acontece nunca
um texto lido
uma emoção sentida
um agir em mim
será isso?
O desespero no ar
mas ninguém a se pronunciar
a voz do silencio me informa confusão
e lá vem de novo
dor, choro, angustia e sofrimento
quando tudo vai acabar?



Juras não me comovem também
já ouvi por muitas vezes
e até acreditei
prefiro sentir apenas
mas sentir de perto
acho que não posso ser
o que se espera
talvez a pegada seja
de dar amor e juntos
em devaneio ao pé da árvore
o putz putz não me atrai
a idade lhe permiti muito mais
viva la vida loka !
Os caminhos que se cruzam
talvez no balançar da maré
possam lá no futuro viver
o que se esconde


Eu confio nas suas palavras
e acredito nas suas verdades
mesmo quando são ditas
entre frases obscuras
eu posso entender
e posso sentir o seu sentir
espero que seja sempre isso
o seu silencio me conforta
as minhas palavras são mudas
falo e logo esquecem
mas ouço e pra sempre guardo
tolero tudo e a todos
porque não sei de nada
e quando descobrir
suplicarei por vossa tolerância


Continua...

por kry e Anderson Alves
segunda-feira, 4 de agosto de 2008

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