quinta-feira, 12 de julho de 2012

Trás a melodia

Que dor
absolutamente
dor
corroendo o pouco que resta
ressuscitando o que assassinei
vindo me assombrar
fatos e ditos
que pra sempre vou lembrar
quero enterrar
mas insisto em cavar
não me doi como antes
tanto bateu
que atravessou
hoje
é como uma corrente de ar
sinto passando
mas não posso ver
e nem conter
só posso sentir
levando um pouco
de cada vez
até não restar
absolutamente nada.

por kry 
terça-feira, 14 de outubro de 2008

Nenhum comentário:

Postar um comentário